O destino maravilhoso dos livros

Uma vez ouvi a poeta Raquel Naveira falar no auditório da Livraria Martins Fontes em São Paulo. Ela falou do destino maravilhoso dos livros.

Ler resenha de Nove tiros em Chef Lidu que está no link indicado ao fim deste post confirmou que os livros seguem sem que o autor sobre eles tenha controle.

Imagino o trajeto do exemplar que alcançou Luiz Renato Souza Pinto e o Cidadão Cultura. O livro foi editado em 2014 e a resenha é escrita em 2019, depois de cinco anos.

Eu me identifiquei com a maneira como Luiz Renato leu a história e comentou o texto e a forma de contar.

Gostei muito de encontrar a imagem da Mona Lisa na resenha.

Penso muito na Mona Lisa.

Mera coincidência

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Listas Literárias lê “Um enterro para Suzana”

http://www.listasliterarias.com/?m=1

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Quem matou o matador?

Hoje estaremos no Sesc Paulista Cláudia Lemes, Marcos Peres, Raphael Montes e eu. Vamos falar sobre literatura policial. Será às 19 horas.

Entendemos bastante do assunto e o encontro será interessante, uma oportunidade pra avançar na escrita, no diálogo com os leitores e amigos e na compreensão sobre a realidade.

E depois o Sesc Paulista é lindo, do último andar a gente vê a Avenida Paulista.

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UM ENTERRO PARA SUZANA

Fonte: UM ENTERRO PARA SUZANA

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O processo criminal de Euclides da Cunha, vítima de homicídio

Outro dia descobri um livro com o processo criminal correspondente à morte de Euclides da Cunha por Dilermando Cândido de Assis (“Euclides da Cunha: autos do processo sobre sua morte”).

Euclides foi assassinado e o júri concluiu que Dilermando agiu em legítima defesa. Deve ter sido, já que Euclides foi armado à casa do rapaz que namorava sua companheira.

Um dos maiores escritores do Brasil transformou-se em personagem principal de uma trama jurídica e passional. Euclides da Cunha era um grande pesquisador do Brasil e foi engolido por conflitos familiares de intensidade máxima. Teve um fim menos heróico e mais humano.

Os depoimentos do processo esfriaram o drama em que a família de Euclides vivia: a paixão e o relacionamento ao mesmo tempo assumido e consistente de D. Saninha com Dilermando, absolvido.

De tudo ficaram gritos, tiros e o corpo de Euclides da Cunha, o corpo de delito. Também ficaram vivos “Os sertões”, o jornalismo, a observação atenta e apaixonada de um engenheiro que ia longe para ver e contar um Brasil desconhecido. Se não fosse um homem delirante – não sei bem se essa é a palavra-, Euclides da Cunha não teria escrito uma obra que se reescreve a cada momento, a cada leitura.


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Sou vegana

Não como mais carne, nem de peixe. Resolvi também não comer queijos e ovos. Leite já não tomava.

Aí virei vegana.

Alguns acharam minha atitude radical, eu poderia ter me tornado vegetariana. O meio termo não me interessa. O leite é mais pesado que a carne, eu acho.

Foi assim até nas festas de fim de ano e nos dias seguintes acordei leve e sem aquela sensação de que estava intoxicada de glicose. Agora só goiabada, doce de abóbora.

Fui ver o que tinha acontecido com Chef Lidu. Descobri que ele não era um autêntico vegano, como eu pensava. Ele admitia comer formigas, insetos. E um vegano não come nada de origem animal, nem mesmo mel.

Explicaram-me um dia que a opção pelo veganismo é uma opção política e ética. Nao pensei nada disso quando parei de comer carne e tudo o mais. Pensei em ficar mais leve, em me sentir melhor e em ter menos alternativas para lanches em aeroportos, eu viajava bastante e comia brigadeiros e mais guloseimas em esperas ansiosas.

Agora às vezes tenho vontade de um sushi, mas passa logo.

Não tenho vontade de comer formigas e gostaria que Chef Lidu tivesse sido um vegano mais coerente. Mas agora o livro está escrito e ele foi assassinado, o Chef Lidu. De qualquer modo ele não era obsessivo: podia comer formigas e criar sua própria concepção alimentar.

Mas poderia ser chamado de vegano? Acho que não.

E por que eu não como ovo? Não sabia dizer. O ovo é tão bonito.

Hoje li o conto de Clarice Lispector, “O ovo e a galinha”. Entendi a razão.

Descobri que não como ovo antes de não comer carnes porque o ovo é perfeito e não consigo engolir sem culpa.

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Receitas de Kay Scarpetta

Para mim sempre pareceu óbvia a ligação entre romances policiais e culinária.

Receitas secretas, combinação de ingredientes, encontros à mesa, venenos na comida, podem fazer parte das histórias de mistério.

Nove tiros em Chef Lidu foi escrito nesse contexto gastronômico. Comer e morrer são intensidades da vida.

Estava eu hoje na internet e descobri que Patricia Cornwell escreveu dois livros sobre preferências alimentares de Kay Scarpetta e amigos. Kay é uma de minhas detetives (ela é médica legista) prediletas.

Aqui estão as imagens dos livros:

Achei legal Patricia Cornwell ter se preocupado com as receitas de Kay a ponto de dedicar a elas dois livros que não são de mistério.

Depois de escrever muitos e muitos policiais ela sabe que as descrições culinárias despertam cheiros e sensações que transportam o leitor para o ambiente da história. E então ele passa a viver, de verdade, no mundo paralelo da ficção. É muito maravilhoso conseguir criar esse outro mundo.

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