Gastronomia em Nove tiros em Chef Lidu: sobre o gigot d’agneau

Gertrude Stein adorava romances policiais e disse que, neles,  o personagem principal era o morto. Não sei se Chef Lidu é o personagem principal de “Nove tiros em Chef Lidu”, mas é importante. Se não fosse, não teria sido assassinado com nove tiros.

Chefe de um restaurante francês, iniciando uma dieta, decide mudar as características do bistrô e tira, do cardápio, o célebre gigot d’agneau. Um cliente fica bem chateado com isso, como se pode ver aqui.

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O cordeiro é um prato tradicional francês. O Brasil tem enorme rebanho de cordeiros, principalmente no Rio Grande do Sul. Eu li em uma antiga Revista Gula que gigot deriva de gigue, giga, instrumento musical com forma de violino, parecida com a forma da peça do cordeiro. Está na revista que o prato fica melhor se preparado com cordeiro de até três meses. Depois dessa idade, o animal já é carneiro ou ovelha. O preparo é bem fácil: temperos e assadeira. Acompanhamentos: feijão branco e molho.

Embora deva ser bastante gostoso, principalmente para quem aprecia carnes, dá para entender por que Chef Lidu tirou o gigot do cardápio.

Sobre Paula Bajer Fernandes

Sou escritora e moro em São Paulo. Além de livros publicados (na área jurídica e romances), além de contos, tenho dois blogs: Lolita e Nove tiros em Che Lidu. Criei o blog Lolita em 2009 para falar de imagens, lugares e escritos (http://lolitaimaginario.com). O blog Nove tiros em Chef Lidu (cheflidu.com) é um espaço sobre processos criativos e novelas policiais. Todo livro tem um outro lado, como as cenas que não entraram em um filme e ficam no DVD, entrevistas com atores e o diretor. Senti vontade de prosseguir um pouco no romance Nove tiros em Chef Lidu e aproveitei o lançamento em formato digital para começar o blog. O blog continuou. Sou autora de Viagem sentimental ao Japão (Rio de Janeiro, Apicuri, 2013), Asfalto (livro de contos em formato digital) e Nove tiros em Chef Lidu (Editora Circuito, 2014 e e-galáxia, e-book). Em abril de 2016 publiquei o fanzine O mergulho, com textos e fotos minhas e direção de arte e ilustrações de Rodrigo Terra. Integro o Coletivo Martelinho de Ouro. Participei de cinco publicações do Martelinho: Achados e perdidos (RDG, 2013), 50 anos daquele 64, Serendpt (Livrus), publicados também em formato digital. Em novembro de 2015 foi publicado o fanzine Fancine. Sub, livro de contos do Martelinho sobre tudo que pode estar oculto, foi publicado pela Patuá no fim de 2016.
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